terça-feira, 22 de março de 2011

Pesca Sub - Serranídeos... Como diferenciar?

Já faz um tempão, criei um resumo, à princípio para uso próprio, mas no fim das contas acabei disponibilizando online, e sabe-se lá o fim que teve este arquivo, dando dicas de diferenciação de serranídeos (Meros, Garoupas, Badejos e Chernes)... A importância desta diferenciação é antes de tudo respeitar o defeso do mero (sabendo identificá-lo evitamos erros), mas também conhecer um pouco mais (para saber achar seu peixe) e respeitar os tamanhos mínimos de captura!!
Pra ver todo o post, clique no título, na imagem acima ou em "Mais informações" abaixo...
E outra... Clicando nas miniaturas dos exemplos, a imagem é ampliada para mais detalhes!!
Nome Comum: Mero 
Em Inglês: Goliath Grouper
Nome Científico: Epinephelus itajara
Classe: Actinopterygii 
Ordem: Perciformes 
Família: Serranidae 
Características Físicas: Peixe geralmente muito grande, podendo pesar mais de 300 kg. Cabeça lisa e larga, espinhos dorsais curtos, nadadeiras grandes e com bordos convexos, olhos pequenos e posicionados mais ao alto da cabeça e dentes caninos. Pelo fato de o “focinho” deste peixe ser mais curto, a posição da boca acaba ficando “mais alta”. Sua cor varia de cinza, marrom amarelado ao verde-oliva, com os pontos escuros pequenos na cabeça, no corpo e nas barbatanas. Os machos tendem a mudar a cor na época do acasalamento.
Comportamento: Vive 50 anos aproximadamente. Gosta de habitar em fundos rochosos, sendo solitário e extremamente dócil e curioso, reúnem-se em grandes gurpos na época de acasalamento, freqüenta profundidades que oscilam entre os 8 e os 300 metros e alimenta-se de caranguejos e cefalópodes, como o polvo, sendo que os maiores exemplares se alimentam principalmente de outros peixes. 
Ocorrência: Habita o Atlântico Oriental, o Ocidente do Oceano Índico, está presente desde a costa mais a sul de África até Moçambique e Madagáscar,  está presente também no Atlântico Ocidental, no Sul do Brasil, Uruguai e Argentina.
Tamanho Mínimo de Captura: Peixe em período de defeso.
 

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Nome Comum: Cherne
Em Inglês: Warsaw grouper 
Nome Científico: Epinephelus Nigritus e Epinephelus niveatus 
Classe: Actinopterygii 
Ordem: Perciformes 
Família: Serranidae 
Características Físicas: Peixe de escamas; corpo grande, alto e comprimido. Mandíbula visivelmente mais proeminente que a maxila. A coloração varia de cinza clara à marrom avermelhado, algumas vezes mais clara no ventre; a margem da parte espinhosa da nadadeira dorsal é escura. Nadadeira caudal com bordos convexos. Indivíduos jovens apresentam manchas brancas distribuídas regularmente em fileiras verticais e, as vezes uma grande mancha escura no pedúnculo caudal, que se origina no dorso e atravessa a linha lateral. O opérculo tem três espinhos fracos e achatados, que o distinguem de outras espécies da mesma família. O Epinephelus nigritus pode atingir mais de 2m de comprimento total e cerca de 200 kg.
Comportamento: Os indivíduos jovens preferem águas mais rasas em estuários, locais de fundos lodosos, arenosos e rochosos, próximos a costões e recifes costeiros. Já os adultos vivem em águas mais profundas, entre 30 e 600 metros de profundidade, com fundo rochoso e cascalho, onde ficam parados a maior parte do tempo. É um peixe carnívoro voraz que se alimenta principalmente de polvo, camarão, lula e crustáceos.
Ocorrência: Os chernes preferem habitar as águas tropicais dos Oceanos Atlântico e Pacífico. No Brasil, é bastante comum nas Regiões Norte e Nordeste; no Sudeste e no Sul sua incidência é mais rara.
Tamanho Mínimo de Captura: 45 cm.
 


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Nome Comum: Garoupa
Em Inglês: Grouper 
Nome Científico: Epinephelus marginatus
Classe: Actinopterygii 
Ordem: Perciformes 
Família: Serranidae
Características Físicas: Atinge 1 metro de comprimento e 60 kg. De cores variando do cinza ao vermelho ou até mesmo ao marrom, a garoupa apresenta grandes nadadeiras laterais, e muitas vezes a borda destas nadadeiras e da caudal assumem uma coloração mais clara ou mesmo esbranquiçada. A nadadeira caudal ainda possui bordo reto ou levemente convexo.
Comportamento: Vivem em fundos de pedras e corais, abrigadas em tocas. 
 A garoupa mostra-se geralmente tímida, em água fria estarão entocadas. Se a água está quente, podemos encontrá-las "passeando". Também é comum encontrá-las desentocadas quando existe uma tempestade se aproximando.
Ocorrência: é encontrada em toda a região nordeste e nos estados do Amapá, Pará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Tamanho Mínimo de Captura: 47 cm
 

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Nome Comum: Badejo 
Em Inglês: Black Grouper, Comb Grouper
Nome Científico: Mycteroperca spp
Classe: Actinopterygii 
Ordem: Perciformes 
Família: Serranidae
Características Físicas: Peixes de corpo mais alongado, com a nadadeira caudal com bordo reto ou até mesmo levemente côncavo. Podem atingir até 100 Kg no caso do Badejo quadrado, porém o mais encontrado é o Badejo mira que atinge até 4,0 Kg de peso e 60 cm de comprimento. Existem no Brasil 6 espécies de badejo (Família Serranidae), além de 3 de badejo sabão (Família Grammistidae). São peixes de escamas; coloração escura (marrom ou cinza, dependendo da espécie), com manchas cujo padrão e coloração também varia com a espécie. O badejo-quadrado (Mycteroperca bonaci) é bem característico por apresentar grandes manchas retangulares escuras no dorso e nos flancos. Em geral o padrão de cores dos badejos é o mais chamativo e normalmente repetitivo.
Comportamento: Encontra-se em parceis e lajes de pedra, recifes de corais ou qualquer outra estrutura que contenha tocas utilizadas como abrigo. De caráter mais territorialista, costuma “demorar a dar as costas para o mergulhador”. Também podem ser encontrados em estuários, em locais onde existem tocas. Nunca são encontrados em águas com baixa salinidade. Vivem sozinhos quando maiores ou em pequenos grupos de 5 a 10 indivíduos. São peixes carnívoros, que se alimentam de peixes, moluscos, crustáceos e equinodermos.
Ocorrência: São encontrados em toda a costa brasileira.
Tamanho Mínimo de Captura: 30 cm.
 



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